As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Estradeiro

Eu seguia entoando versos tristes
Semeando em pegadas minha história
No meu verso eu via brotar gulória
Minha sina de poeta estradeiro
No caminho o meu verso cantadeiro
Se rendeu a beleza de uma donzela
Que roubou minha voz só para ela
Quando deu-me o seu amor verdadeiro

Hoje em dia não há feio, só beleza
A tristeza não se cria ao teu encanto
Quando choro de alegria é o meu pranto
Nosso amor vencerá toda maldade
Ao seu lado tudo é felicidade
Cante verso que eu lhe dou poema inteiro
Os teus olhos se tornaram meu luzeiro
E me guiam nessas réstias de saudade
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