As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Sem sentidos

Tua língua sem gosto
Teus olhos sem vista
Teus ouvidos moucos
Teu toque sem pistas
Teu cheiro sem flor

Me enlouquecem, me torturam
Me maltratam o coração
Me embriagam num silêncio
Sem sentido, sem razão

É o desejo rasgando as vestes da alma
É a vontade queimando a todo vapor
É magia, segredo, paixão sufocada
É uma cruz de estrada marcando essa dor

Lembrança do que passou!
Passou?!
Lembrança.
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