As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Detalhes

É engraçado como estas pequenas coisas me afetam
Detalhes que poderiam ser carinhos
Palavras que poderiam ser poesias
E no mínimo um bocado de saudações
Frias como o café do ontem não tomado
Secas como as horas impacientes nos segundos
Entre cada interlúnio de meu peito.

Servirei de consolo pra quem precise
Sairei da mesmice das saudades
Comerei a vaidade sem mistura
Adivinho tudo isso em verdades

E te falo como quem sofre cantando
Violando toda forma de desejo
Confundindo o doce e amargo dos teus beijos
Numa lembrança de outrora sem juízo

Hoje racional, sem paixão, sem medo
Sem rima, acorde ou segredo
Somos apenas um romance não escrito
Não sonhado
Não vivido
Um “não” sem cadência.
Solto numa frase, inadequadamente sem beleza.
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