As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Espessos

Hoje talvez eu realmente esteja espesso
E meus olhos, e um pouco dos outros sentidos,
Abstraiam esses sentimentos
De qualquer jeito, inevitavelmente,
Eu falo de tudo isso quando canto
E de uma forma ou de outra
Sempre acabo me tornando essa verdade.

É assim que interpreto
As cores refletidas
Em teu corpo (e movimento) nu
Investida em trajes de ensaio.
Agora é assim...

Um dia esse seu discurso muda...
A rima falta
Essa sua culta palavra se inculca
E vira baião, frevo, poesia!
Dançando como achar que deve!
Sem se importar.
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