As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Inércia

Em minha boca tua ausência tem um gosto presente
Sabor de poesia recitada a luz de velas
Incenso e carinho num absurdo de lembranças
Eu quem o diga, nessa minha distância alada
Sem força nem coragem de saltar
Sem voz nem melodia pra cantar
Estas palavras aqui estão, sem sentido.
Perdidas, em um plano que não é conspiração
Vagando num universo sem tridimensão
Inúteis sem diálogo ou reflexão
Sem valor pra quem compra idéias
Oração pra um deus ninguém
Ficção
Mentira sem intenção
Ou necessidade
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