As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 17 de novembro de 2007

Seqüestre-me!

Seqüestre-me
Preciso de um pouco de ternura
Nesse tempo quente sem ventura
Mesmo que toda indelicadeza seja verdade
E precise ser dita
Mesmo que se perca o que se acredita
Para reencontrar o sabor das palavras que nos circundam.

Eu sou o temor de teus lábios
A altura infinita de teu desejo
A queda do teu ego
E uma porção de gestos, assim falando baixo
Tímidos e temidos
Cínicos e cíclicos dessa mesma história.
Tenho na testa o lunário de uma vida
O mapa de nossas almas
A cruz de nosso trajeto
A promessa que lava a fonte
Os dedos que apontam o monte
Os olhos que vêem o medo
E se viram em tua salvação!
Por amor, e um corte me sangra o peito
Repito, por amor, e a faca me cega a língua
Gemendo, eu grito!
É assim que sempre fui!
E assim serei e digo
Com ou sem esses sonhos me acordando!
Eu canto e danço as vistas de Deus,
E sou um pecador por assassinar teu medo?!
Sem piedade, a sangue frio?!

Seqüestre-me
Preciso de um pouco de ternura
Nesse tempo quente sem ventura
Mesmo que toda indelicadeza seja verdade
E precise ser dita
Mesmo que se perca o que se acredita
Para reencontrar o amor das palavras que nos circundam.
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