As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Elipse do Destino

Não, eu não sou mais o mesmo
E vivo a circular o presente
Como um louco fingidor poeta
Nu teu peito em translação

Segui minha órbita
Em teus beijos, teu sorriso, teu olhar
Agora tuas tristezas também serão minhas constelações
E se me permitir canta-las
Eu não serei mais, apenas uma palavra sozinha no céu
E o teu próximo sonho, eu adivinharia
E eu até seria um pouco a saudade.
O sincero e encantador sorriso dos dias alegres
Os cabelos felizes e amados
Das noites cheirando a reencontro

Um doce sabor de plenitude
Ficaria marcado no canto direito superior de tua boca
Pregado na saliva em um restinho de carinho
Essa paixão que nasceu assim, inexplicável!
Simples, tímida e necessariamente perfeita
Alimentando-nos de recíproco desejo
Talhado em nossos corações de imburana.
Graça alcançada.

Por toda a eternidade
Num movimento celestial
Eu te rezo e te guardo

Somos o sol e a lua
Numa elipse do destino
Nosso amor, um eclipse.
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