As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O que você me fez?!

Ela me deu tudo o que não tenho
Tudo o que não somos
Nem o que seremos

Ela me deu o nada
Um olhar solto no tempo
Um suspiro sem saudade, sem maldade
Corroendo o céu sem vento

E daqui do alto dessa montanha
Com sonhos nublados
Bonitos pra viver
Eu penso:
- E se tudo fosse revivido?
Escreveríamos algo diferente?!...
Enquanto isso eu reinvento,
O que fomos, o que somos,
O que sempre seremos
Sem pormenores, mas em detalhes.
Tudo de insignificante...
Era o que mais importante

A cegueira que me fez ver
A surdez que me fez ouvir
A mudez que me fez falar
A distância que me fez sentir
A tristeza que me fez sorrir
A vida que me fez cantar.
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