As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 22 de março de 2008

Por uma questão de vento

Ainda estás magoada?
Se não estás
Estas palavras estão!

Lavra meu peito com tuas unhas
Tuas unhas de arado
De arame farpado
Teu fardo
Tua impaciência em farpas
Acordes de arpa que me penetram a carne
Me arde os olhos,
E teus olhos
Arranhando minha solidão
...
E por uma questão de vento
Não me vês, nem te vejo
Ciscos nos nossos desejos
Cegos, não vemos as flores
Mas, há um perfume
E nós sentimos
Nos sentimos enquanto vivos
Não?!

Realizam-se,
Vivos os nossos sonhos
Cada um com seu cada qual
E o que escrevo te beija a boca
Deixa-te louca
Deixo-te rouca
Mas não te deixo
Não?!

Ainda estás magoada?
Se não estás
Agora,
Apenas estas palavras estão


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