As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 22 de março de 2008

Penitência

Minhas carnes estão todas expostas.
O autoflagelo rompeu meu corpo
E rasgou minh’alma em transe

As vésperas de um novo sonho
Entôo cantigas aos deuses:
- Coração santo tu reinarás
E o nosso encanto sempre serás

Dores!
É isso que rezo
Mas não desprezo hoje o teu desamor
Prezo o meu céu que eu mesmo invento
E os deuses, os santos, os anjos e as almas
Penando existir.
Eu sinto.
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