As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Doentia Saudade

Porque me deixaste assim?
De alma gripada, febril?
Moca pra te ouvir desculpas?

Sem nem palavras mudas
Gestos,
Um olhar.

Queria me curar agora
Com as rezas de Comadre Luca
Os chazinhos de mamãe
Os abraços dos amigos!

Que meu corpo construa essa saúde
Expulse as árduas mágoas de cantor, ator
Palhaço, dançarino, brincante-menino
A pintar no vazio, poesias com sangue!

Mais nada de lágrimas e dor!
Nada que me deixe mal-curados e tristezas!

Quero algo pra desafiar
Desafinar
Amofinar
Essa minha renitente
Doentia saudade.
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