As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Enquanto dormíamos


Fugiam fagulhas de luz
Dos teus olhos fechados dormindo

Davam-me canções tão belas
Teus lábios deitados sorrindo

Entre eu e meus pensamentos
Entre tu e os teus sentimentos
Entre nós, uma rosa dos ventos

Entre-tantos, caminhos...

Luzes na estrada dos sonhos
Insono
Tu dormes e eu acordes
Candeias, orações
Ladainhas, estações

Me deste uma coroa de espinhos
Mas junto, dor e direção

Tu acordada e eu dormindo
Destino, sacrifícios
Dúvida e decisão

Realidade ou não?!

Cansamos!

Acordamos?! Dor-mimos?!

Olhos fechados sorrindo
Boca entreaberta luzindo

Murmúrios

Paixão
Postar um comentário