As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Devagando


A impressão que tenho
É que tudo está diferente
Não distinguo o que se coloca como antigo ou recente
Uma ênfase à um suspiro inesperado
Sabia e propicia oportunidade
De dramatizar minhas perceopções

Em meu peito
Não há mais espaço pra esses interlúnios
Inexplicável forma de se permitir
Que nos conscientizemos de nossos sonhos
E sua importância.
Vago, vago nesse vago vagão de rostos inertes
Círculos isolado de distintos e solitários desejos,
Todos num coletivo, porém
Desolados de qualquer pensamento em comum
Eu aqui e você aí, ao lado um do outro
Em universos paralelos que criamos
Com a anti-matéria dos fugidos olhares fingidos
Em nossos infinitos particulares

Em meu céu eu sou a lua
E teus raios solares chegam mim
Tocando meu rosto
Mas como você não se toca
Eu mingüo.
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