As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Amanhã outra dança


A noite segue em seu curso de sonhos
Como um rio de águas barrentas e revoltas
Fio-me em minha humilde morada
Ao som do canto fortuito dos pássaros
Melodias madrugais cruzando o espaço tempo.
Entre novelos de estradas-labirintos
De uma arredia chance sincera
Reinvento contos de uma primavera inesperada
Ansiando uma manhã de olhos alquebrados e ofuscante luz!
Em plena meia-noite.

Uma estrela me conduz, e é assim que sigo...
Um dia após o outro, absorto, lúgubre, Ferraz e tênue!
Absurdamente despreparado pra outra tarde
De cafés e diálogos prósperos
Uma vida inteira
Em segundos
Debulhada como um terço, e uma cega fé em nós mesmos
Pra todas as nossas novas possibilidades
Encantando futuros
Escrevendo-lhe versos
De um entendimento momentaneamente delicado
Quem sabe depois, sentindo?!
Sentimentos, ressentimentos?!...
Tempo pra pensar
“Horações” pra antes de dormir e sonhar!

Amanha é um novo dia.
Hoje agora é aqui.
Amanhã outra dança.
A existência
Esperança
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