As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 2 de novembro de 2008

O passeio das almas


De paixão ela nada entendia ou sentia
E ignorava meus bel-desejos.
Vestindo cinza nas noites sextas
Fugia da incerteza dos sábados.

Ela não lia os olhos, mas tudo bem...
Pois não se encantava com ninguém
Que fossem inodoros os cheiros
Que fossem galantes os silêncios

Fique com minhas flores
Eu aceito suas dores

(E todos os seres de imaginação pintados
Ganhando vida em outros corpus
Dominando as peles que os vestem)

Sempre que te vejo calada
Apenas concordando com os absurdos
Escuto vontades em clarins, taróis e surdos
Desfilando como num sete sem setembro
Em arranjos de luz, teu pensamento
Seduzido azuis, meio des-dobrados
Num confuso domingo agoniado
Em que o peito explode calado
Alvoroçado com a fanfarra dos sinos
Num fim de tarde eterno franzino
Solitário, sem noite, madrugada
Sem segunda feira, sem nada!

No Juazeiro, nos franciscanos
O passeio das nossas almas,
Penadas
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