As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Insônia


Tua agre-mão não mais
Lavrará meu peito
Nem mais há de ferir
O meu elemento terra

Quebrando minha voz
Deixando-me sem canção
Roubando-me a palavra.
Toda a palavra...

Não quero chorar
Pra não regar
A semente de solidão
Que plantaste em meu sorriso
Espero não ser preciso
Sonhar essa estação

Vivo numa insônia dos sentidos

Ai! Pudesse dormir,
Quem dera!
Pra só acordar
Com um beijo sem mágoas
Na primavera.
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