As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 1 de novembro de 2008

Tormentas


O que você quer de mim?
Quer que eu lhe conquiste?!
Mas como posso fazê-lo se você não insiste?

Quem me dera, me banhar
Ou que fosse apenas navegar nas tuas águas!
Dançar com a fúria e beleza de um ciclone

Calmaria ou tempestade

Só não quero ficar aqui
No porto seguro da saudade
Entre canções atuantes
No precipício dos amantes
Que não expressaram suas cores
Com o corpo, com os olhos
Todos os sentidos!

Esta inércia me atormenta
Eu mesmo prefiro as tormentas
Temporais são necessários

De teu amor serei corsário
Sendo água, és sereia, me encante!
Pois sem terra, sou marinheiro errante

Que teus olhos me vejam e sejam
Meu farol, minhas candeias, e que eu cante!
Os ciclos da tua natureza!
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