As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Contradição

Ela disse adeus
Mas a voz é de quem vai voltar
Ela nos perdeu
Mas pra poder se encontrar

E o que vou cantar
É pra lhe dizer
O que não consigo falar

Eu lhe disse adeus
Mas num tom de quem vai cantar
E o que se perdeu?
Ai! meu Deus
Me dói lembrar

Queria estar sorrindo
E até tento
Mas os meus olhos
Insistem na verdade
E a boca sem vaidade
Nem tenta disfarçar

Quem dera estar chorando
Talvez fosse melhor, quem sabe?!
Mas minha face se perde sem semblante
A luta entre palavras sem alma
E um olhar que não se acalma
Distante.
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