As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Desencontrado jasigo

Descanso, não muito em paz
Em meu eterno repouso inquieto
No socorro
Meus restos mortais
Fundem-se a terra
Minha alma
Sem calma
Clama o céu

As chamas das velas
Os pés descalços
As promessas...

Ouço as preces
Elas me acalantam
Sem me deixar dormir

Antes fosse o limbo, o purgatório
Minha desencontrada estadia nesse mundo, aqui

Porque ando confundindo
Vida e morte.
Existo sem saber
Com lembranças
Guardadas em minha essência

Nem mente ou coração
Vivo-morto numa singela saudade
Vagando pelas ruas da cidade
Uma alma servindo-se da razão
Cantando uma renitente ladainha
Aboio de alma vaqueira, sozinha
Pra suportar a solidão

Hoje só acredito no que não vejo.

Na romaria de desafinados
Ouço teu nome ser
Meus desejos não realizados
Esperar, é o que posso fazer.
Enquanto isso canto essa canção.

Porque alguns acham que me escutam, outros não.
Mas isso não sou eu quem decido...

Palavra da salvação.
Postar um comentário