As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Entendendo-se

Enquanto eu não souber te ouvir
Não mais te falarei
Não mais te deixarei sem graças
Não mais te roubarei as palavras
Antes de serem pronunciadas

Não existe sentido assim
Ambos mundos mudos!
Devolva o meu silencio de trovão
Em seu doce áspero e cortante som de rabeca.
Eu devolverei tua ladainha
Tua voz entre abismos de orgulho, cega

Devolverei todas as flores numa chuva de fim de tarde
As poesias recitadas, nunca escritas
Devolverei tua ingenuidade
Devolva a minha, a vontade
De seguir sem rumo!
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