As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Disciplina

Hoje,
Eu não tenho novidades
Não tenho vontades
Nem saudades
Sentimentos por, para, púr-pura você
Sacramentos
Sortilégios
Sortimentos
Sacrilégios
Nosso romance da comunhão primeira
Ingénua paixão
Lembrança-prece derradeira

Não tenho motivos pra deixa-la
Nem pra tê-la
Pra vê-la
Sê-la
Acesa vela, que me atrai aos seus enigmas
Mesmo temendo.
...perder o controle
...a loucura eminente
Os delírios da morte
Mentida, metida, desmedida em minha mente
O repouso da san(t)idade em teu seio sacrário
Tu me chamas
Eu te sinto muito, mas não quero,
Tê-la, vê-la, sê-la, acesa, a vela, a chama
Sim, tu me chamas!

Voz na noite, sem dona
Correndo solta, enlouquecendo
Assombração
Fragmento de canção sem prédica
A percorrer o mundo nas tuas pernas
Tuas costas, todo o teu corpo

É a saudade uma penitencia
Meu desejo, apenas um olhar sério
Marcado pela disciplina
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