As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

É tempo de delicadeza

Na verdade espero que uma hora dessas anoiteça
Para que eu consagre a ti meu olhar de têmpera
No momento certo em que serei um espelho
Refletindo desejos de tua luz efêmera

Nas mãos trouxe um punhado de terra
Onde pisaram meus antepassados
No peito o sopro e cheiro dos meus pés de serra
Pra falar na língua dos encantados

Fundirei minha voz de tempestade
Na sagrada canção das seis horas
Da borra que sobrar da união de nossas realidades
Untarei teu peito, para reforjar os símbolos de outrora

Fique tranqüila, menina, é certeza
Teu carinho me invade
Não tema essa saudade
O amor é nossa fortaleza
Feche os olhos e adormeça
Não mais existe no mundo, a maldade
Vivamos a sutileza da felicidade
É tempo de delicadeza
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