As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Naturalidade

Num dia de sol e rara manhã
Suor e sorriso ocupando um mesmo espaço
Libertinagem e embaraço
Grito e silêncio
Na janela de seu paciêncio
Todas as suas roupas quarando
No recorte de verde de minha casa
Eu ia te pensando, te esperando
A réstia da antena de TV do prédio em frente
Ia passado por minhas retinas, era o tempo...

Eu tinha certeza que você viria tempestuosa
Em terremotos e ventanias de palavras destruidoras
Abrasiva língua a despedaçar meu sorriso.

Mas você veio serena, silenciosa
Abraçou-me sem a menor solenidade.
Simplesmente como adoro!
Felina e misteriosa arrastando-se
Pelo meu corpo enquanto dormia
Me espertou com um beijo calado
Implodindo uma seqüencia de pausas
Na partitura de meus desejos entresonhos!

Assim não dá!...
Nunca terei coragem de te negar meus sentimentos.
Se me perguntas...
Eu respondo!
Sinceramente!
E assim mudo de planos,
Dou manga pra o meus panos
Dou cabimento à cigana
Que coisa, nós sabemos, ela não se engana
Tudo está na forma, de interpretar.

E além de tudo, seus duos comigo,
Em tudo o que eu cantar
Acho que vou me apaixonar
Creio já estou
Certeza
Ai! Ela chegou...
Com licença!
Vou vestir minha naturalidade.
Pra realçar minha natureza.
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