As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 23 de março de 2010

Devaneio

Ela é um sonho.
As vezes acredito que é verdade
Maturo a certeza que sim.
Que o sorriso existe
Os olhos enxergam as cores
O corpo sente
A língua afiada corta as palavras pra que elas sejam mais belas, cresçam e floresçam, com o devido carinho e força que precisam!
O pensamento dela voa, o mundo... O Cariri lhe entoa uma canção
Ela escuta, suspira, e faz da vida uma coisa comum e especial como uma amizade, como comer um doce, se equilibrar nos paralelepípedos, espantar os pombos e ver os desenhos que eles alvoroçados fazem, na luz, que escapa da fumaça e corta o céu e toca o chão.
Ela suspira e diz (pra si?!):
-Estou em São Paulo...
E se contém até que esteja em outro largo devaneio
Pra enlouquecer e ser feliz novamente,
Como nunca (pra sempre).
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