As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fundição

Sou um filho do sol. Necessito do fogo, seu calor, sua luz
Pra fundir os fragmentos que ficaram de tantos, de sentimentos, poesias e transcendências.
Almejo uma liga leve e forte que sustente minhas palavras e sons, minhas canções, existências.

No momento exato da criação, posso até transbordar de tanta inspiração
Mas o que respingar na terra ou evaporar nos ventos, como partículas de amores,
Não poderia ser outra coisa, além do perfume das flores.
E claro, isso nunca agrediria nosso meio.
Estamos conscientes.

Desconfio que a maior parte dessa matéria incandescente virará poesia,
Mesmo que silenciosa ou opaca, como o tempo, consumindo-me.

Se vier o brilho, o som, ou as cores em uníssono ou refratadas
Que eu mereça os segredos das matrizes em fim, em mim, resignificadas,
O amálgama dos sentimentos que reencontro, mesmo nunca estando pronto
Cada gota de suor que me resfria o corpo máquina, e me purifica a alma,
Num movimento de transpiração.
Pra que eu esteja untado, para receber a divina energia celeste,
Em sua conjunção com nossa natureza terrena, e seus elementos
A alquimia dos sonhos das realidade.
E tudo o que eu precise pra me transformar no que sôo
Algo entre a ciência e magia
Que a humanidade
Embrutecida
Renegou
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