As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Soando

Agora penso que sou simplesmente aquilo que canto!
Mesmo quando calo ou despronuncio silêncios!
Meu olhar quando interpreto, meu movimento
Os gestos, o trupé dos meus passos
Nada teria sentido
Tudo estaria incompleto.
Se não fosse a música em meu peito
Minha alma já teria partido sem jeito
Por não encontrar vida em meus versos
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