As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Entregue

Admiro tua simplicidade
E a cada momento de descubro mais assim
Complexa como a força de tua beleza
Cantiga de roda, loa, peça de reisado
Feito lua, estrela, cigana ou borboleta

Nada de complicado em seus exigentes cuidados
Tudo de suave em suas certezas de menina
Doce em teu silêncio
Tempestuosa em tua voz cantante.

Tua gentileza chega a ser agressiva
Quando defendes o que acreditas
Impondo teu olhar de felina

Teu perfume chega a ser um abuso
Quando te recolhes em teu mundo
Mas deixa soar pelo vento
As cores de tua alma-rosa

Exalando essa nobreza pelos poros
Espalhando pelo tempo, timidez
Teus mistérios que me envolvem, carinhos.

Se eu te trago um sorriso entre os dentes
Meio bobo, ou menino palhaço mateus
É porque te vejo e de alguma forma lembro dos meus
Dos dias mais lindos que pude viver e sonho
E lembro e penso que tudo pode ser melhor
Que você pode ter consigo
Os sinais que busco pela existência

Um amor tranquilo, uma paixão que seja
Mas sempre uma poesia, e que nos dê certeza
Que não é atoa que tua beleza me encanta.

Em teu silêncio, te vejo canção
O teu olhar de imensidão
Teu cheiro dominou meu instinto
Assim entreguei-me ao que sinto
Me chego e nos deixo em tuas mãos
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