As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 12 de junho de 2011

Reencontro

Ela retornou, trazendo nos olhos, claridade
Cantando em trovões e estrelas cadentes
Riscando o céu, com seus lábios
Pronunciando lunares encantos

Eu tinha sua razão em mim
Encimando-me, ensinando-me, existências.
Na face, o sorriso de quem ama
Com uma paixão que sustenta-se,
Na realidade virtuosa dos poetas

Ela falava na voz dos astros.
Com todo seu corpo
Sentindo o tempo
Nos dedos,
Pincelando cordas
Desenhando músicas
Lendo mãos.

Nos olhamos
Suspiramos
(eu senti sua respiração)
Seu hálito quente beijando meu rosto

Ela falava de infinitos na língua dos ventos.
Arrebatava meu peito, a flor de seus gestos
Silenciava meu canto, a cor do seu sorriso

Eu fiquei ali como uma criança
Em sua voz, em seu colo, embalado
Dominado por sua luz intensa
E feminina presença,

Apaixonado.

Antes eu desconfiava
Toda minha vida era você

Agora
Tenho certeza
Ao te rever
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