As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 25 de junho de 2011

Amálgama

O que ficou de nós foi apenas uma vida inteira
De duas partes, a ser vivida, num só corpo.
Pois hoje eu acho é pouco
O que restou foi tudo
Um todo, um sonho realizado
Sem motivos pra voltar atrás
Tudo ficou pra frente
Em meio a tantos amigos
Familias
Tanta gente...

Estranha-me

A forma como tudo começou em um fim.
Esse é um recomeço que temos
Num fracasso bem sucedido,
Bem resolvido
Bem vivido
Ao menos.

Hoje, depois de tudo dividido
Apenas ficou o que juntamos
Essa vida
Inteira
Parida

Nossas velhas lágrimas.
Nossos novos sorrisos.
Dividindo um mesmo rosto
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