As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sina de Tocador

Foi no Cariri que eu nasci e me criei
E bem novo eu botei na cabeça: - Eu vou tocar!
Eu tive que lutar pra poder se tocador
E a vida me ensinou a ouvir tudo e cantar

A minha sina é a sina nordestina
É o verso, é a rima do meu canto popular
E o cantador que não esquece sua gente
Sempre leva em seu repente o valor de seu lugar

Posso até ser um cantador sem muita sorte
Mas se a vida fez um corte no meu peito penitente
Trago essa dor e a canto com alegria
Essa é a sabedoria que ilumina o meu presente
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