As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Verbo Sentido

Aquela lágrima,
Não.
Não era uma lágrima de alguma liquida incerteza
Vento caído, terçol, nem de irritados ou mal-olhados, ou mal-amados, olhos.
Nem por mó da poeira da estrada, de alguma desadespedida tarde.

Nem da borrada maquiagem,
Que se aqüefez, n'um soluço que também não, não era de embriaguez
Nem da incerteza bebida, ex-tragada
Nem muito menos, dos anos, fingidos, fingida, ou inventada.

Aquela lágrima, solitária, não era de rijeza.
O suspiro realmente, não! Isso não, essa não, não era de tristeza

Aquela lágrima, era de fato.
De alguém que percebe a cena,
Na triste sina de Cassandra
Na constatação de um coração partido, atrasado.
Porque sempre, há um tempo ido, nunca ainda vivido
Na conjunção de um verbo sentido, mas, quando impronunciado.
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