As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Metrópole

Os sons da metrópole me instigam, inspiram, provocam
Mas também me distorcem a consciência, me consomem a paciência.

Os cheiros impregnam, viciam, entorpecem, tonteiam, invadem, expulsam, adentram os poros, numa fumaça perdida, parida das máquinas que sustentam um medo.

Os olhos daqui, não são diretos, os olhares contraditórios, não são discretos.
De certo, procuram desejos fluindo desesperados, de um receio não acordado, entre os vãos dos precipícios e dos delírios modernos.

A pele, e os cabelos estranham. Uma insegurança que se solidifica nas entranhas, mas insustentavelmente logo perdem a consistência.
O que há além das doenças, das fobias?!
Aqui quase não há arvores, e as poucas que existem mal falam pela voz do vento.
O pensamento se entrelaça com os desperdícios e nas tempestades de idéias,
O que insiste, existe. Não estou certo... Mas, prefiro correr o risco sem cometer o suicídio dos incertos.
Observo enquanto canto (e quase rezo) os que se arriscam numa verdade metamórfica demais pra ser algo errado.
Assim toda passível impressão sonha ser poesia,
Mas como, numa realidade concreta, um desejo racional, pode ser, sentido?!
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