As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 16 de março de 2012

Caboclo de Asas

--> Sigo a voar pelo mundo
Acompanhando o sol no eterno meio-dia

Mas num espaço de sonhos
Onde as poesias do tempo são de nossa autoria

Pouso no Araripe
E ao aterrizar nos teus olhos
Logo me toco, Cariri que sôo e te realizo.

Minha artesã-nata-canção!
De terra, semente e esperança
Adivinho o que virá pela frente
Como um ritual de pajelança

Logo te toco
E me realizo...

E então somos verdade
Adivinhada
Anunciada
Escrita e cantada

À duas vozes, e quatro mãos
Beijos ofegantes
Transe, paixão

Minha centelha
De luz da Mãe D'água
Meu amor guardado
Em capuchos de algodão

Sou um caboclo de asas
E minhas flechas de fogo
São profecias Cariris
Rasgando a tristeza
E a maldade do mundo

Realizando-nos!
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