As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tempo II

Me dei a ti

Como um pássaro da-se ao céu
No tempo certo, em que maduro, o abraço fez-se, me envolvendo
E tua arrogância se perdeu nas pedras do caminho
Menina, tu, escrava de tua beleza
Cresceu. Mulher, descobriu a força da alma feminina
Libertou-se dessa ilusão
Aprendeu a ler nos astros, teu caminho
A pré-sentir na natureza, teus desejos, os meus
Deu, doou-se a mim, nas fases e marés de teu peito
Iemanjá, Oxum, Iara, Mãe D'água
E toda tua essência das águas.
Saciou minha sede, minha fome
Alimentou minha poesia,
Dando força de encantamento aos meus nomes,
Por isso hoje, talvez, minha palavra fale cantando
Sigo nessas correntes, navegando
E minha natureza dos ventos,
A rosa que aceitaste,
Sempre em mim, renasce

Porque me deste a ti
Em tua onipresença.
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