As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Canção pra um velho amigo

Faça tudo ao seu tempo
Da forma que der
Seja apenas você
O melhor que puder

A vida que sonhamos realizou-se
Consegues ver?
Tudo o que plantamos brotou
Agora só nos resta colher

Os amigos, os amores
A poesias simples, a vida
Os excessos, as dores
Crescemos cantando
E o equilíbrio encontramos
Entre espinhos e flores

O amanhã nos chama
Porque o presente já está cumprido
Realizou-se a profecia
Desencantamos nosso povo
Tivemos o nosso seu papel
E mesmo que venha a morte
E que renasçamos sementes
Sei que cantaremos felizes
Sofrimentos e alegrias
Cruzando noites e dias
Nossas vozes ecoando no vento
Numa velha canção adolescente:
"É isso, meu velho amigo
Faríamos tudo novamente"

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