As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Clarividência


Acho que eu só não sabia o que queria dizer. solidão
Porque cantava em todos os impossíveis vazios. tons
Mas ela gritando era algo inimusicável,
Mas que adentrou no meu corpo e me ensinou o silêncio,
Respirou. Sorriu. E assim, fez-se uma pausa,
Vivemos sonhos.
Morremos realidades
Inicio e meio.
Pois não sabia o que era, o fim.
Eu havia entrado nessa mas saí, de mim.
Fui sem contar o tempo,
Não tardou, ela me disse qualquer coisa sobre ir embora
Eu não dei atenção, claro.
Estava mais preocupado com seu sorriso, na penumbra
Guardei boa parte daquela luz que a tocava iluminando-me,
Pra alimentar-me de sua saudade nos tempos que seriam idos
Hoje sua fotografia em minha lembrança, é uma droga,
Supri minhas fraquezas, mas me consome o juizo
Uma loucura, a palavra que canto é uma alucinação?
Uma psicodélica lembrança?
Uma dessas perigosas experiências
Que se conseguimos ultrapassar
É quase como conseguir o som da clarividência
Algo entre os planos físicos
E os que apenas sonharíamos
Sem realizar
Postar um comentário