As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lentes

Depois de tanto, tempo
Observando seu rosto,
Vi que algo estava diferente
Não era o olhar, impreciso
Nem a boca, sorridente
Talvez a estabilidade dos sonhos
De cara, imaginei, estranhamente:
- Quem é essa que aqui está?
Que corpo é esse em minha frente?
Essa alma também mudou de cor...
A luz nela refratada é diferente
A sua voz também mudou ao que parece
Ouço, vejo, firmeza e segurança é o que se sente
Poderia ser óbvio, a idade, a experiência
A própria distancia, a estrada, tantos sentimentos
As paixões, os amores, quem sabe?

Mas, tinha a certeza que algo mais profundo e inesperado
Era o que havia me surpreendido, simplesmente, me arrebatado

Sim, realmente ela estava diferente
Mas esse não era o caso pertinente
Porque no fundo, ela sempre fora isso em minha mente
Então percebi! A situação é que eu também havia mudado
Agora, outros ângulos e dimensões e culturas, me eram lentes
A questão não era ela, é que eu também havia mudado. Sim...
E meu olhar estava diferente.

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