As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Seu Nome

Eu contava com a necessidade da presença
Voltando as vistas nas fotografias que ficaram
Mas claro, sua essência estava comigo, esteve sempre.
Um sentimento de reencontro passeou por mim
Um sentido, na vida, talvez, fosse o que procurava
Mas me deparei com você, assim, como quem não queria nada.

E vivemos tudo o que sentíamos, apenas tudo, o que precisávamos.

Nas gavetas, nas paredes, pelos cantos da casa
Seus lápis e pincéis e sorrisos rabiscados
Um pouco da voz, do cheiro, do sorriso quadro a quadro
Em minha tarde saudosa, em minha mente em devaneio
Cantando Chuva de Janeiro, em junho já findado.

Onde e quando me perdi? Quando por ti fui encontrado?
Ficam, as pistas dos recados, em desejos digitalizados
Os sonhos reverberando cores e sons inesperados
E assim, por ti, em mim, vivo inevitavelmente
Um misto de amor e dor. Na distancia física.
Numa rima simples.
Apaixonado.
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