As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Soneto de carnaval

Num imprevisto meu coração se altera
Tambor vivo o qual me embalança
Tão linda força que me esperança
Qu'eu já nem sei como meu peito era

E o corpo influi a bailar em canto e dança
E rosno instintos à uivar-te paixão sincera
Selvagem, a tua presença, perigosa fera
Toma-me apenas num olhar que me lança

Felina rainha! Curvo-me à tua realeza
Pois que tua leoa pele não é fantasia,
No carnaval destroçou-me a tristeza!

Devora-me cru até que finde do dia
Digere-me aos poucos. Na noite fria
Porque arrebatado fui por tua natureza.
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