As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 5 de janeiro de 2013

Trem Urbano

Paciência, minha insistência
Como o Rosário nas mãos da senhora
No vagão, que não se importa com o tempo
Em horação

Insista um pouco mais. Tenha paciência.
Como a garota que seguiu com sonho do reencontro
Guardo seu rosto angelical, o olhar sedutor
Seu visual retrô, em contraste com o vazio preenchido
do metrô

E aqui é assim que a vida segue
Como os olhares inertes sentados ou de pés
Anestesiados, sistemáticos,
Mas de alguma forma vivos
Como o vendedor ambulante
Que deu de graça à todos
Seu verdadeiro e banguelo sorriso
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