As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

terça-feira, 5 de março de 2013

Luar

Onde estão meus amigos agora?
Por onde sonham?
Por onde? Dormem?
Que ares respiram?
Que amores lhes tomam? Quais paixões?
Curtindo? Compartilhando? Virtualidades?
Trafegam por quais realidades?...
A noite me trás, me atrai vossas lembranças.
E sempre que me pego dividindo meus desejos com o tempo,
Sei que me exponho, e que fico de alma nua
Sem lugar. Em qualquer lugar,
A ponto de voar do mais alto aranha-céu,
Ou vagando pelas ruas a pensar em vocês em mim.
Aqui ou ali. Me vejo assim.
Porém, sei que todos nos encontramos
Onde quer que estejamos.
Feito crianças ou poetas,
Olhamos pra o céu, a sonhar
E damos aquele mesmo velho sorriso
Quando nos deparamos com o luar
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