As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

domingo, 9 de junho de 2013

Religião

Trago a bandeira verde
De penitência e missão
Caminhos dentro e fora de mim
Veias, veredas, coração

Às manhãs numa flecha de luz
Minha alma se transporta
Comunga a paz da minha terra
Fortalecida, irradiada retorna

Sigo a estrada dançando
Pregando poesia
Cantando
Essa é minha oração

Meus deuses!
Me tenham carinho e amizade
Não careço dó nem piedade
Louvo o Jesus sorridente
Sou crente no amor
Não sou católico
Não sou cristão.

As vezes entremeio
As vezes figurado
Vivo feito reisado
Livre! Bailo no salão
Essas máscaras são reais
Meus teatros rituais também são

Indio
Em transe
Em partes
Consciente
Meio-caboclo
Meio-negro
Meio-cigano
Meio-romeiro
Assim sou inteiro
E esse três pés de juazeiro
São três pontos no universo
Me dando direção

Sigo a estrada dançando
Pregando poesia
Cantando
Essa é minha religião
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