As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dados Democráticos

Ontem-amanhã-hoje
Não me peçam votos
Apoio
Não me impeçam

Sou o mais forte?
O mais fraco?

Quem me impõe o juizo?
Onde fica minha loucura?

O que mais eu posso dizer?
Calo? Os calos?

Quem me ama? Me odeia?
Quem de mim precisa?
Me usa, me descarta,
Me tortura, me mata,
Me desmata
(Mas antes de tudo), me maltrata
Como um trator, trucidando,
Devorando os índios, as matas

Quem me defende? Quem me ataca?

Quem são meus amigos?
Meus inimigos?

Quem sabem quem são?
Quem não sabem?

Por coragem ou covardia
Por sabedoria ou desconhecimento
Por ignorância ou utopia

De quem é? O que é?
Pra quem é a democracia?

Que bandeira levantas ao deitar?
Qual é o estado do nosso coração?
Quais as fronteiras do espírito?

Porque não parece evolução,
O caminho que segue a humanidade
A cultura se transforma e sempre e agora?!
Quem será o próximo
Deus?!

Um palhaço?
Um ator de cinema?
Meu ex-cristão-gay?
Uma negra, loira, nua lésbica?
Um índio vestido, ateu,
Um pastor travesti?
Um sem futuro presidente evangélico
Isso seria ruim?
Pra onde vamos?
Que planeta é esse?
Quais são os meus direitos, humanos?
Ficamos presos aqui, assim?
Por tudo o que nos resta? Do nada?!
Louvemos às senhoras
Os senhores todos
Já estão descansados

Vandalizemos
Anarquizemos
A falsa paz burocrática
Vendida ou trocada
Por favores
Marcados
Dados
Sujos
Com'o
Jogo
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