As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Percepção

Quando escuto,
Fico pensando na cor, no cheiro
Na textura, no movimento,
O gosto que tem
A música
Nos sons perdidos e encontrados por ai...
Pelo caminho
Dentro e fora
Espaço
Tempo.

Pinto
Interpreto
Danço
Cozinho
Leio
Teço
Esculto
Exalo
Durmo
Sonho
Acordo
Rezo

(minha)
Música
É teatro

Não sou músico
(Até por respeito aos que me tocam)
Me sinto livre disso
Minha função
É intercalar os silêncios
As vezes, pode parecer com o que dizem ser arte
As vezes, pode até soar com o que dizem ser

Isso! Pra mim simplesmente importa o ser.
E o que manifesta minhas ideias
Por mais absurdo que apareçam
Não importa-me o que acham
Mas, a procura, a busca alheia
Me incentiva
A deixar-se achar.
O meio é apenas
Um rio
Por onde corre minha alma fluida
Da nascente
Até o poente

Do ar, da terra, do meu pé-de-serra
Até o mar e o além-céu
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