As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Honra e Política

Tomado por um sentimento de pertença
No calor da batalha
Eu beijo a lâmina, e abraço a bomba
E minha língua prova o sabor do mal
A espada banhada em sangue real
Sem divindade
Honra
Nada de majestade
Apenas o real e cruel poder que obscura o homem.
Eu louvo a vida e a realeza simples do tempo
Nos anciãos sem ansiedades
A vagar pelas cidades
Nos líderes verdadeiros, que morrem ainda crianças
Sem infância.

Desintegro o asfalto e o concreto que soterraram minhas memórias
O medo ignorante e a coragem consciente e covarde do opressor
Que escraviza os sonhos, às religiões, as tribos!
E as transforma em nações
Em mercados (de almas) apenas!

Não. Não são minhas essas bandeiras, os símbolos, os hinos.
É vermelho, o sangue que corre em mim
E tantas vezes lavra a terra que insisto em ser nossa,
Assim como é verde meu espirito.
Minha mente é incolor.

É veneno teu sangue! E tu mesmo que te condenas
Azul, minha boca amarga de tua arrogancia
Nem teu espirito mais te pertence
E sua mente, sua consciência
São das cores que você nega
Perante a justiça dos homens
E há de negar
Muito mais que três
Milhões de vezes

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