As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

sábado, 21 de dezembro de 2013

Depoimento

Seria muita pretensão dizer que tenho alma forte, que sou espirituoso, talvez fosse presunção... Atrevo-me apenas a falar que sou delicado, e que meu intelecto é simples, mas, por vezes desaforado.
Meu corpo, esse eu não sei se dá conta do recado. Mas a fragilidade da matéria não me preocupa. Minha voz, que acredito vir de minh'alma, precisa de meu corpo sonoro pra ressonar e tornar-se audível nessa realidade, nesse plano físico. A caixa acústica de meu peito, serve-me para decodificar, traduzir, transformar em música o que penso. E assim então, sentindo antes de tudo, penso que nada disso teria sentido, se não fosse a consciência calma no silêncio, em sua forma apaixonada de declarar o meu amor aos gritos.
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