As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

InDescrição

Tivesse eu um amor assim aos tempos

Pra abraçar às minhas vontades, aos ventos 

Dançaria até o anoitecer dos braços, aos abraços


Arredia, findaria minha saudade, aos risos, e sorrisos

Não tardaria por fim, minha canção sem um salto, um vôo

Um harpejo danado até o chão e céu de tua boca

E minha alada fé de paixões inconseqüente, mas, bem amadas


Madrugaria enfim, ao mastigar e ruminar teu corpo.

E o perfume, teu cheiro, em minha nua conspiração, e respiração

Ofegaria, dançante e delirante gozo

Apertando minhas costas, costelas e constelações.


Por fim, seria apenas mais um começo?

Um amanhecer de cantos pássaros

Confundindo-se com o sussurrar

Romântico, clássico

Dos fortuitos beijos?

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