As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quarta-feira, 25 de março de 2015

Interdimensional

Num suave momento de lucidez
Senti ao redor
A sutileza de uma impossível realidade
Presente nas pessoas em canto e dança
Como num círculo sagrado de magia negra-branca

Foi num devaneio às avessas
Que percebi minha paz exterior
Onde dentro eu já me sentia feliz
Quando no mundo fora de mim
Nem meu, nem seu ou dela
Em um velho novo mundo nosso 
Nos encontraríamos, e assim,
Construiríamos novos círculos
E pontes de luz que nos ligassem
Pelo espaço-tempo e relativas gravidades
Agora sendo interseções
Como as tantas sensações de um filme de arte
Em minhas várias formas de querer
Em suas várias formas de sentir
Todos éramos um
Um mesmo amor
Interdimensional
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