As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Movimento III

Aqui a lua cheia de saudade vai minguando
O céu, do hemisfério sul ao norte
Parece um tanto quanto calmo
Até que as estrelas afoitas riscam os céus
Alvoraçados, os desejos dos amantes
As palavras dos poetas
As marés em seus bailados eternos
- O corpo das mulheres que dançam -
Sentem a influência dos astros
E numa energia sutil que rodopia
Em rotação e translação infinita
Se recria o amor que percorre todo o universo
Assim todos se sentem a conexão
E no fundo, vivem a mesma paixão inevitável
A deusa canta sua oração d'aurora
E o velho-novo ciclo se refaz
A vida-morte segue em suas coexistências
Duvidas e fés renovadas
Sem descriminar gêneros
Luz e escuridão
Silêncio e canção
Partida e chegada
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