As palavras, em seus sons, estão aqui em processo, se transformando, como esse texto, incompleto, que um dia terminarei. O papel virtual de minhas realidades, sendo escrito enquanto logo, meus dados, na máquina, na rede de rendas digitais. Nas ladainhas, aboios e encantamentos, sentimentos ou/e em outros infindos indícios analógicos, que sim, ainda existem! E resistem, a qualquer falsa ou equivocada idéia de modernidade ou tecnologia. Tome cuidado com os meus acentos.
Eles podem brincar de mudar seus sentidos.
Estamos subentendidos?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Caminho

Eu paro e ando por ai
Pela estrada vou cantando
Encontro coisas boas e ruins
Tento ajudar o próximo
E também o distante
Desejo que minha canção
Abrace os diferentes
Não apenas os semelhantes

Não canto pra uma mulher
E nem pra um homem
Minha poesia se faz generosa
Sem gêneros, aos que a consomem
De tão velha, não tem idade,
De tão colorida, reluz incolor

Eu muitas vezes sinto saudade
E por vezes sinto
Um tantinho assim de dor

Mas então surgem os reencontros
E vão crescendo e nascendo amizades
E vêem paixões e alegrias, vou dançando
Brincando, cantando o que for
Mas sempre, com respeito e seriedade
Como quem cuida de uma flor

Nessa pisada eu vou seguindo
É o que a deusa me ensinou
Vida cigana girando mundo
Sigo colhendo e semeando amor
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